O que é Ethereum?

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O Ethereum, assim como a Bitcoin, é uma rede descentralizada baseada na tecnologia blockchain, com código aberto, operado e controlado pelos próprios usuários.

Mas se o Ethereum funciona basicamente como a Bitcoin, por que tem se destacado tanto desde seu lançamento em 2014, a ponto de receber investimentos milionários de empresas como Microsoft e IBM?

A resposta é simples: apesar do Ethereum também poder ser usado como uma criptomoeda, sua aplicabilidade vai muito além disso.

O plataforma do Ethereum permite que desenvolvedores de qualquer lugar do mundo crie e distribua Smart Contracts, que funcionam como programas de computadores programados para executar funções a partir de determinadas circunstâncias, como transferir uma certa quantidade de dinheiro quando uma  tarefa for cumprido, enviar um arquivo específico quando solicitado por algum usuário, e muito, muito mais.

Tudo isso, é claro, acontecendo em uma rede totalmente descentralizada, segura e imutável.

Parece complicado?

Imagine que você queira investir seu dinheiro, de forma segura, numa empresa localizada na Suécia, sem precisar se envolver com Bancos ou Instituições Governamentais.

Com o Ethereum, é possível que um usuário (no caso, você) crie um Smart Contract direto com a empresa da Suécia, especificando que quer receber 15% dos lucros quando a receita bruta da empresa chegar a USD 200.000.

Agora vamos imaginar uma aplicação muito mais complexa e inovadora.

Uma empresa que desenvolve sistemas eletrônicos para itens domésticos quer que uma lavadora seja capaz de comprar o seu próprio sabão em pó quando detectar que este produto está acabando.

Através de um sistema descentralizado, que dispensa qualquer tipo de controle ou intermediação, essa lavadora é capaz de se comunicar com todos os fornecedores de sabão em pó da cidade e, a partir de sistemas simples de algorítimos, realizar a compra automática do sabão em pó no fornecedor mais barato naquele momento.

Parece coisa de ficção cientifica, mas é exatamente essa a ideia por trás do ADEPT, projeto encabeçado pela IBM e Samsung que visa construir um sistema capaz de conectar vários tipos de aparelhos sem um “servidor central” para atrasar o processo ou torná-lo mais caro.

Legenda: Previsão da IBM para a “Internet das Coisas”

É claro que existem vários desafios por trás do ADEPT. Ninguém está dizendo que o sistema é perfeito ou que vai funcionar perfeitamente como foi planejado.

Mas o fato de um sistema baseado em Ethereum estar recebendo tanta atenção, é um forte sinal de que vale a pena se aprofundar no assunto, não?

Para os interessados, a Exosphere Brasil está oferecendo o Curso de Iniciação – Entendendo e Utilizando o Ethereum, de forma gratuita, para todos os interessados em entender mais sobre essa tecnologia.

 

Fonte: BitcoinNews